O que se pode dizer das declarações de Ana Gomes, as quais colocam Paulo Portas como uma espécie de mafioso compulsivo, é que as mesmas são, no mínimo, despropositadas e extemporâneas. A meu ver, a eurodeputada anda, de certo modo, descompensada. Talvez porque nenhum jornal (ainda) a não cozinhou como putativa candidata a líder do seu partido; talvez porque anda numa qualquer ânsia de protagonismo permanente em casos de denúncia pública e justiceira; talvez porque quer estabelecer uma espécie de Sócrates à direita (a curiosa e extravagante pergunta da jornalista da Rádio Renascença, em plena catarse socratina, na noite da despedida, com o homem a suar por todos os poros do seu corpo, tentando estabelecer uma relação umbilical do poder institucional com a justiça); ou simplesmente talvez porque Ana Gomes terá uma qualquer estranha patologia mental.
Ana Gomes, com este número, deita por terra algumas das suas verdades, que também as teve.
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terça-feira, junho 07, 2011
domingo, julho 05, 2009
candidaturas duplas
Ana Gomes, protagonista de uma dupla candidatura para as europeias e as autárquicas, vem agora dizer que acha que é uma decisão razoável, por parte do PS, a proibição de tal duplicidade. Acrescenta, no entanto, que a única razão que a leva a tomar esta atitude se deve à "especulação perfeitamente demagógica" que foi feita a propósito da sua candidatura e da candidatura de Elisa Ferreira, a qual perdeu, com a anuência de concorrer a deputada ao Parlamento Europeu, uma belíssima oportunidade de alcançar a vitória na câmara do Porto. Não se compreende, pois, que a deputada sobreponha, uma vez mais, a estratégia em vez das convicções. Por exemplo, Leonor Coutinho que, tal como Ana Gomes, protagoniza este tipo de aberração política, afirmou desde logo que não acredita que a decisão de proibir as duplas candidaturas melhore a democracia. Pelos vistos, Ana Gomes também não acredita, mas compreende. Compreende o quê, afinal?
sexta-feira, março 07, 2008
ana gomes

Vale a pena ler a entrevista que a eurodeputada Ana Gomes concedeu esta quinta-feira, dia 7 de Março, à revista Visão. Para quem é tradicionalmente ingénuo e acredita na boa formação dos governantes e dos políticos em geral, aconselho, no entanto, a não o fazer, pois pode facilmente, ter uma espécie de colapso ético (ou até cardíaco...). Na verdade, segundo se pode depreender das palavras de Ana Gomes, vivemos num país em que a corrupção, ao nível das classes dirigentes (partidos políticos, governo, oposição...) é a chave-mestra para se chegar a determinados objectivos... pessoais. Todos vivem num constante rodopio de interesses, em que se camuflam uns aos outros, com silêncios algumas vezes intriguistas, mas – a maior parte das vezes – cúmplices (em alguns casos) de ilegalidades processuais e imoralidades recorrentes. Palavras para quê?... O convite permanece. Basta clicar.
domingo, fevereiro 24, 2008
ana gomes e a sua admiração por antónio costa
Ana Gomes habituou-nos a a uma oratória límpida, correcta e sem subterfúgios semânticos. Neste sentido, a eurodeputada pode considerar-se uma das (poucas) vozes livres dentro do PS. É neste pressuposto que se deve observar a entrevista que deu ao programa Diga lá Excelência.
No entanto, não posso concordar com o seu ponto de vista (de admiração) relativamente à posição de António Costa quando decidiu trocar o lugar de ministro pelo de candidato à Câmara de Lisboa. Em primeiro lugar, porque ele jurou cumprir um mandato como Ministro da Administração Interna (era também Ministro de Estado e número dois do governo). Tinha, portanto, obrigações acrescidas. Depois, porque a sua decisão não revelou, como prenuncia Ana Gomes, coragem (Carmona Rodrigues era um presidente moribundo e o seu sucessor pelo PSD - Fernando Negrão - estaria sempre condenado a uma derrota inglória), mas, pelo contrário, um mero e banal tacticismo político (ganha as eleições e fica por lá mais um mandato e, quem sabe, bilhete para outras paragens mais apetecíveis...).
O exemplo de coragem política que Ana Gomes esboçou enquadra-se com mais propriedade em João Soares que, após ter sido um (bom) presidente da Câmara de Lisboa, aceitou uma disputa eleitoral em Sintra, com resultados previsivelmente mais incertos.
No entanto, não posso concordar com o seu ponto de vista (de admiração) relativamente à posição de António Costa quando decidiu trocar o lugar de ministro pelo de candidato à Câmara de Lisboa. Em primeiro lugar, porque ele jurou cumprir um mandato como Ministro da Administração Interna (era também Ministro de Estado e número dois do governo). Tinha, portanto, obrigações acrescidas. Depois, porque a sua decisão não revelou, como prenuncia Ana Gomes, coragem (Carmona Rodrigues era um presidente moribundo e o seu sucessor pelo PSD - Fernando Negrão - estaria sempre condenado a uma derrota inglória), mas, pelo contrário, um mero e banal tacticismo político (ganha as eleições e fica por lá mais um mandato e, quem sabe, bilhete para outras paragens mais apetecíveis...).
O exemplo de coragem política que Ana Gomes esboçou enquadra-se com mais propriedade em João Soares que, após ter sido um (bom) presidente da Câmara de Lisboa, aceitou uma disputa eleitoral em Sintra, com resultados previsivelmente mais incertos.
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