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sábado, fevereiro 04, 2012

passos não gosta do carnaval

Esta fobia contra tudo que engloba descanso e apaziguamento de alma também cansa. Ficamos a saber que Passos Coelho não gosta do Carnaval. Eu também não. Aliás, eu não gosto do exacerbamento pagão como também não gosto do seu correspondente religioso. Acontece que estas coisas não se medem por gostos pessoais. "Ninguém perceberia em Portugal", adianta Passos, "que numa altura em que nos estamos a propor acabar com feriados como o 5 de outubro, o 1º de dezembro ou até feriados religiosos, que o Governo pensasse sequer em dar tolerância de ponto, institucionalizando, a partir de agora, o Carnaval como feriado." Noto esta vertigem para o prosaico popularucho ao enfatizar o "ou até feriados religiosos".
Fico simplesmente desalentado que esta gente não entenda que nem todos usufruem as suas deleitosas (deleitosas, sim senhor, deixem-se de volutuosas bagatelas discursivas) existências e que os feriados constituem, para o comum dos trabalhadores (sabem quanto é o ordenado médio em Portugal, não sabem? E o mínimo? E o número de horas semanais de trabalho? E o número de feriados por ano? Parece que, afinal, só estamos, desgraçadamente, à frente nas primeira e segunda opções) uma afortunada oportunidade de revitalizar a alma. Com ou sem folias carnavalescas.

terça-feira, novembro 29, 2011

os feriados e a sua abolição

Mário Soares já veio dizer que o 5 de outubro é tão sagrado como o 25 de abril. Pelo contrário, o desaparecimento do primeiro dia de dezembro já não merece o compungimento do antigo presidente da república. Eu concordo e não concordo com ele.
A história, do ponto de vista diacrónico, faz-se de acontecimentos que marcaram a vida dos povos. Neste sentido, o dia que assinala a restauração da nossa independência detém uma forte marca identitária enquanto nação. Aboli-lo é, no fundo, demarcarmo-nos de um passado monárquico que também nos orgulhou. Devemos notar que 90% deste quase milénio de história portuguesa foi sob égide real. E, convenhamos, não é todos os dias que os povos negam forças tão poderosas como a grande Espanha de seiscentos. Os nuestros hermanos galegos e catalães, por exemplo, que o digam. Quanto ao 5 de outubro, parece-me no mínimo irrisório que um regime republicano "delete" a memória vivida da revolta republicana, na qual assenta o presente das nossas vidas. Do ponto de vista histórico, o 5 de outubro é um precussor do 25 de abril. Até pelos desencontros que se lhes seguiram. E ninguém ousou propor o aniquilamento deste último.

adenda: não gostei da posição da igreja católica quando afirmou, a respeito deste tema, que aboliria dois feriados se a república abolisse outros dois.

adenda 2: obviamente que este tipo de decisões valem absolutamente nada do ponto de vista de aumento de produtividade de um país. Vale tanto como as "desgravatas" de Assunção Cristas. É que nem todos podem apanhar um avião para um fim de semana na neve ou na praia. Agora até os feriados nos tiram. Somo uns mandriões.

coisas

vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

neste momento...