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sábado, janeiro 28, 2012

álvaro

Álvaro, ministro,

justificou do seguinte modo a polémica causada na chamada sociedade civil decorrente da abolição dos feriados de 5 de outubro e 1º de dezembro: "quando se tenta fazer reformas profundas, quando se tenta alterar comportamentos, é natural que haja reações. Portanto, não surpreende".
Não sei profundamente se o Álvaro tem condições para perceber o que lhe vou dizer. No entanto, é meu dever, como cidadão deste cada vez mais tristonho país (ouvi-o também afirmar, descomplicadamente, que Portugal é um excelente país para se viver... será, decerto, para si, Álvaro...) explicar-lhe o seguinte: cortar dois ou três feriados não o torna necessariamente um reformador. E é fácil explicar porquê: não é reforma alguma. É uma simples medida avulsiva, de alguém que não faz a mínima ideia do que anda cá a fazer. Eu não alinho pelo diapasão daqueles que, inevitavelmente, expurgam as suas culpas. Você tem, efetivamente, culpa no cartório. E tem-na porque aceitou um cargo que visivelmente não se achava preparado. Não é o único, infelizmente, neste seu governo.
Não sei se sabe, Álvaro ministro, mas existem mais álvaros no mundo. E muitos destes trabalham oito desgraçadas horas por dia, ganham uma miséria e aguardam religiosamente os feriados para, de certa forma, se sentirem senhores de si próprios. E o que você certametne sabe, Álvaro, é que são precisamente estes que não contam nas suas contas. São, simplesmente, abstrações.

segunda-feira, novembro 14, 2011

anedotário

Os ministros da economia costumam ser clientes assíduos do anedotário político nacional. Tivemos Manuel Pinho que um belo dia de debate parlamentar se lembrou, do alto da sua tribuna ministerial, de apontar uns cornos para o deputado Bernardino Soares e, antes dele, aquele que olhava para além Tejo e só conseguia vislumbrar um deserto. O Álvaro Santos Pereira ainda não havia, digamos, tido a honra de assinar tão relevante apologia. É certo que se pressentia: o homem não consegue definitivamente acertar com o fuso horário que norteia o país.
Hoje, em plena Comissão de Finanças e Trabalho, na audição parlamentar sobre Orçamento de Estado, afirmou, categoricamente (sem mesmo prescindir do assertivo advérbio "certamente") que "2012 será um ano determinante para Portugal e para a economia portuguesa [porque] certamente irá marcar o fim da crise e será o ano da retoma para o crescimento de 2013 e 2014". Entusiasmado, adiantou: "que não exista qualquer dúvida: este caminho será mais rápido e mais frutuoso se formos capazes de reformar as áreas que representam hoje os verdadeiros obstáculos à modernização e que nos separam da performance económica dos nossos parceiros, nomeadamente europeus. Reformar é a palavra-chave para um caminho sustentado a longo prazo."
Não sei o que o ministro entende por fim da crise, mas declarar/decretar o fim da crise para 2012 é mais do que uma anedota, é quase um sacrilégio. É que todas as estimativas apontam para um crescimento colossal do desemprego. E só isso deveria ser suficiente para que nenhum responsável político da esfera do governo afirmasse tais disparates.

adenda: depois, como é hábito nos incautos, o ministro Álvaro reeditou a premissa, ao afiançar, à Santana Lopes, que, afinal, 2102 será o início do fim da crise. A tontaria continua.

coisas

vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

neste momento...